Novas normas internacionais

Saiba mais sobre o novo padrão mundial de relatório climático sustentável Desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), as normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2 representam um marco para a governança corporativa e os relatórios de sustentabilidade, trazendo implicações diretas para empresas de todos os portes e setores — sendo obrigatórias para as companhias […]

 

Saiba mais sobre o novo padrão mundial de relatório climático sustentável

Desenvolvidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), as normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2 representam um marco para a governança corporativa e os relatórios de sustentabilidade, trazendo implicações diretas para empresas de todos os portes e setores — sendo obrigatórias para as companhias de capital aberto. Essas diretrizes têm como objetivo estabelecer uma linguagem comum para que as organizações divulguem, de forma clara e padronizada, informações a respeito de oportunidades e riscos relacionados à sustentabilidade e ao clima.

Nova norma, novo paradigma

Com a implementação dessas normas, as empresas precisarão desenvolver sistemas robustos para coleta, análise e verificação de dados socioambientais. Será necessário integrar, por exemplo, as informações climáticas à gestão de riscos, além de investir em capacitação e adaptar os relatórios às exigências legais de cada país. No Brasil, avalia-se que essa mudança deve estimular a competitividade e a credibilidade internacional das companhias, ao alinhar práticas locais com os padrões globais.

Mais do que uma exigência regulatória, as IFRS S1 e S2 oferecem um caminho para que as empresas fortaleçam a própria resiliência, a atratividade para investidores e o compromisso com a agenda ESG (Ambiental, Social e de Governança). A padronização das informações promove mais transparência, facilita a comparação entre negócios e fortalece a tomada de decisões estratégicas com base em critérios sustentáveis. Veja, a seguir, os principais requisitos de cada norma.

  • IFRS S1 | Define os requisitos gerais para a divulgação de informações financeiras a partir de quesitos em sustentabilidade, abrangendo temas como governança, estratégia, gerenciamento de riscos e desempenho.
  • IFRS S2 | Aprofunda oportunidades e riscos especificamente ligados ao clima, exigindo que as empresas relatem como esses fatores podem afetar a capacidade de geração de caixa, acesso a capital e estratégias de longo prazo.

Diagnóstico e adoção: um processo em curso

As novas normas surgem como resposta à demanda de investidores por informações mais precisas sobre as ameaças ambientais que podem afetar os resultados futuros das empresas. Embora o prazo de obrigatoriedade esteja previsto para a partir de janeiro do ano que vem, a pesquisa da Abrasca mostra que 71% das empresas ainda não concluíram o diagnóstico inicial para adaptação às normas. Esse diagnóstico é essencial para mapear as lacunas, estimar os investimentos e iniciar as mudanças estruturais necessárias — como a criação de comitês de sustentabilidade, adequação de sistemas internos e capacitação técnica de equipes.

Integração entre sustentabilidade e finanças

Um dos pontos centrais das normas é a necessidade de cooperação entre as áreas de Sustentabilidade, Controladoria e Finanças — as quais têm perfis técnicos distintos. Os relatórios também exigirão uma auditoria razoável, ou seja, com o mesmo nível de rigor das demonstrações financeiras. Isso exige sistemas sólidos, dados confiáveis e capacidade analítica para mensurar riscos, oportunidades e impactos financeiros futuros.

Clique aqui e acesse as orientações sobre as normas internacionais IFRS S1 e IFRS S2 produzidas pela FecomercioSP.

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